Política Nacional e Internacional

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sobre o Ego...

Sobre o Ego...





Matar o Ego não é morrer, não é matar uma parcela de você. Matar o ego é matar aquilo que tem de pior em você, para que nasça um ser humano ainda melhor do que antes.



Matar o ego, não é fazer voto de pobreza, dar a outra face, se abster de relacionamentos com as pessoas. Matar o ego é matar o ego inferior, para que o ego superior, o Mago, possa ressurgir das cinzas em você.



Você não tem que matar sua impulsividade se ela é salutar no seu dia a dia. Você tem que matar aquilo que você considera indesejável para você. Percebe a diferença? Se você está sendo testado, aceite o teste, busque o melhor resultado para sua vida.



Thelema é superar os limites, é ir para as olimpíadas e ganhar a medalha de ouro, não de prata, nem de bronze.



Thelema é acreditar que o homem é um deus, e que Deus não está em igrejas ou em outra parte qualquer, senão no interior do homem.



Thelema é compreender e buscar esta natureza divina no nosso próprio interior. Thelema é a arma, Mágicka - é o projétil disparado pela arma.



Thelema é o arco, Mágicka é a flecha. Mas quem dispara a flecha? É o arco? Não, é o homem. É a vontade do homem que o faz. Quando eu aponto para o céu, você precisa parar de ficar vislumbrando o meu dedo, pois se assim o fizer, perderá toda a grandiosidade que o céu e os astros representam.



Ninguém disse que fazer ressurgir o Ego superior no homem é limitar a capacidade de amar. Matar o ego inferior é matar os vícios, matar aquilo que tem de ruim em você. Ora, este sempre foi e sempre será o esforço da pessoa de bom senso.



Quem não quer se tornar um ser humano melhor a cada dia? A evolução caminha em espiral, ou você avança ou estaciona, se resolver estacionar, as energias que envolvem teu ser haverão de estagnar-se.



Estar em equilíbrio é viver a vida com intensidade, o contrário disto, o ser humano estará se automutilando. O mago, o guerreiro, sabe que estar em equilíbrio e estar sempre desembainhando sua espada, seja para fazer um bem, seja para embeber o sangue de um inimigo, do contrário se esquecer a espada na bainha ela haverá de enferrujar.



Vida é ação, reação, não inércia, estagnação. Você já imaginou, o caos que seria se os planetas resolvessem paralisar suas órbitas? Eles simplesmente seriam atraídos para o Sol que resultaria na sua destruição. Percebe? Colocar-se no caminho do meio dos pilares é ir de um lado ao outro, ainda assim se mantendo no equilíbrio. Entretanto, devem-se avaliar suas atitudes, pois já dizia a teoria do caos, que o bater das asas da borboleta, podem causar um tufão do outro lado do mundo.



Ego é latim, é o pronome "eu", nada mais. A não ser que a pessoa queira cometer suicídio, não há como matar o "ego" ao pé da letra.



Note que menciono "matar o ego inferior", ou como dizemos na linguagem rosa-cruz, o "eu inferior" para que o "Eu Superior" o "Super Ego" possa se manifestar mais livremente, como uma forma de comunicação com o "Divino", com "Adonai", com o SAG, etc. Mas é claro que matar o "ego inferior" não é deixar de ser você, não é deixar de amar, transar, passear, trabalhar, nem mesmo de se enfiar numa caverna e viver como ermitão.



Matar o "ego inferior" é permitir que a unidade passe a existir, Deus e você sejam unos, dentro do corpo físico, que é no sentido místico o Templo do Espírito Santo. A conotação aí é de Assunção Espiritual, nada mais.



Minha experiência sobre o assunto, não advém de só de livros, ou de Ordens, e sim de vivências pessoais, de contatos com discípulos e de muita prática no campo mágicko e oculto, onde ajudamos pessoas, pessoas a curarem uma das piores doenças que existem, a doença da alma. Entre os membros de nossa Ordem, você poderia escutar um número razoável de depoimentos acerca disto.



Assim, gostaria de elucidar-lhe alguns pontos. Primeiro as vibrações da aura de um iniciado sempre tendem a exarcebar o ego de principiantes. Os principiantes, num certo plano de consciência tendem a elaborar críticas aos seus instrutores. Isto é a dor do ego ao perceberem a presença do Não-Ego. Assim, num primeiro plano os iniciantes aprenderão a controlar essa repulsa ao seu superior.



O verdadeiro crescimento espiritual exige uma modificação constante, um progresso da natureza anímica. Não há o que temer em destruir seus complexos, pois se pensar desta forma perderá o poder de criar alegria através do contraste entre sua perspectiva e de outras pessoas. A base para este entendimento é controlar toda aversão àquilo que não considera como "parcela de verdade", assim como toda a sua repulsa.



Quando se fala sobre loucura, não se compreende que no ocultismo, muitas vezes as pessoas tropeçam na sanidade mental, pois não seguem a máxima templária que diz: Vigiai e orai!



As pessoas com tendência a insanidade são exatamente aquelas, cuja escravidão dos sentidos, lhes dá uma falsa segurança, pois só quem é verdadeiramente livre tem o momento a seu dispor para decidir sua conduta.



Toda responsabilidade é um peso, entretanto só a autonomia moral contraria a tendência à inércia, que é enorme no plano físico. No que tange a corrente espiritual deturpada, qualquer iniciado nos mistérios que tenha um pouco de sensibilidade perceberá que aquela corrente deturpada não é original, e sim um reflexo qliphótico, quando ela tende a padronizar a liberdade individual de seus adeptos.



Assim, pessoas de mente e intelecto fracos, com tendência a histerismo se tornam focos venenosos da influência maléfica da corrente, falando a falsa linguagem e deflagrando falsos pensamentos oriundos de sua irmandade doentia. A luz astral é inerte, e tende sempre na direção do menor esforço; ora é mais fácil ser animal que humano. O agente magnético simplesmente tende ao equilíbrio, e a quietude. Mas esta é uma base na existência dos instintos e reflexos. Matar o ego inferior é o risco que o homem corre na busca por se tornar um ser humano melhor. Certa vez disse um sábio: "O homem é um macaco que enlouqueceu e resolveu descer do galho". É errôneo dizer que a morte do ego inferior dá combate a inteligência do homem: ela é o perfeito agente-reagente.



É, no entanto, a multiplicidade de escolha, decorrente da nossa existência como microcosmos, que pode produzir confusão ou desvio em nossa conduta.



Este é o preço que toda pessoa paga pela liberdade: a necessidade de escolher a cada momento a melhor conduta incorrendo sempre no risco de errar. Os nossos acertos e sucessos estão ligados sobre a base dos erros e dos fracassos daqueles pioneiros que foram nossos antecessores. Como bem disse Crowley : "Ninguém pode agir sem errar: antes errar do que não agir! "Onde estaríamos agora se Galileo, Lutero, Newton, Darwin , Einstein, e incontestáveis outros tivessem temido agir?" Ou, como dizia Lao-Tsé: Se fizermos as grandes coisas enquanto elas são fáceis, e pequeninas, eventualmente estaremos fazendo coisas difíceis e importantes sem a necessidade de exercermos pequenas irregularidades de conduta, pelo simples fato de que são pequenas, eventualmente poderemos nos perceber cometendo enormes falhas de conduta, que nos exigirão um enorme esforço para que possamos neutralizá-las.



Pois eu lhe digo que nós servimos e precisamos humilhar a nós mesmos; necessitamos dar tudo que somos e tudo que temos; necessitamos nos tornar nada; precisamos trabalhar na escuridão e cuidar de nossos jardins para que floresçam e não sejam tomados por ervas daninhas; precisamos reprimir nosso egos com a tripla corrente em torno do pescoço, precisamos esperar a Consumação --- a qual virá quando Ele desejar a Quem é Destinado a este Fim, e não quando nós pensamos dever ser.



Realmente, devemos morrer; mas morrendo, semente que somos, devemos dar muitos frutos. O ego deve morrer. Este é o mistério de Osíris, e do Logos Cristo, morte e ressurreição!



Já que palavras e conceitos são criações da ilusão, são insuficientes para retratar a realidade além de sua esfera de competência. A mente superior tem três níveis distintos que são analogamente representadas pelas três esferas superiores da Qabalah - o triângulo superno; as distinções são aspectos da mesma coisa, mas a tripla divisão nos permite considerar os aspectos com mais detalhes.



Existem algumas metáforas clássicas: Entendimento, o Grande Oceano Materno, a Cidade das Pirâmides, a Noite de Pan, a Visão da Dor. O termo "Visão da Dor" sempre me deu o que pensar por causa de suas conotações Budistas. Só porque a ilusão é efêmera e a beleza fugaz, não precisamos nos lamentar.



O Não Ego é o lugar onde você desintegra as faculdades e os aspectos são remontados como uma pirâmide de poeira na Cidade das Pirâmides, à beira do Grande Oceano sob a Noite de Pan. Um vento sopra do Abismo e faz com que a poeira seja varrida através dele, assentando no nível de densidade onde você melhor opera seus talentos. Eu chamo a isto de "estado mágicko de consciência". Este estado, um estado especial de êxtase que pode ser atingido através do trabalho mental, podem num primeiro plano evocar certas imagens, devem ser entendidas apenas como metáforas.



Explico melhor, imagine sua mente como uma cebola com várias camadas, o Não Ego diz respeito à nova arrumação de suas "camadas de cebola" à luz de seu novo entendimento sobre a natureza ilusória de todas as coisas. Embora deva se recordar das sutilezas e tendências de seu corpo físico e como influenciam seus níveis mais rarefeitos, você tem liberdade para dar nova forma à sua personalidade ou Máscara Diária, por dentro e por fora. É o início da sua transmutação num novo ser.



O "você" a que me dirijo não mais existe; aliás, nunca existiu. As convenções da linguagem, acima do Abismo, são falsas, portanto, por favor, tenha em mente que devemos buscar a verdade por trás das palavras. Nas diversas existências ou encarnações, entre uma reencarnação e outra, você criou e dançou várias máscaras, aumentando sua versatilidade "como ser eterno” melhorando o seu nível de comunicação com a alma do mundo, princípio "anima mundi". Assim procedendo, tornou sua identidade mais fluída para atuar com seriedade, do mesmo modo como crianças podem adotar a personalidade de mocinhos e bandidos, príncipes e princesas, etc. Esta dança cósmica do seu ser mais elevado, EGO SUPERIOR - fez com que obtivesse outros tipos de experiências e pontos de vistas além daqueles do seu estado de "ser normal". Isto lhe impulsiona para novas buscas.



Se você executou um ritual thelêmico de assunção na forma de deuses, ou participou de uma gira de Candomblé ou Umbanda a favor dos Orixás, invocou então formas divinas para identificar-se com elas. Nesse processo, expandiu seu autoconceito aos limites do arquétipo, transformando-se no que veneramos através dos tempos. Se tiver sucesso na invocação, transformou-se no deus invocado, vendo a si mesmo com os olhos de um deus. Vivenciou ser o Outro, o anti-ser, assumindo sua personalidade mágicka.



Se você invocou ardentemente e abraçou o Sagrado Anjo Guardião, seu Mestre Interior, seu Eu Superior, seu Amante Interno. Quer considere o SAG como sendo seu Ser Altíssimo, um Mestre Perfeito, um "alienígena" extraterrestre, ou qualquer outro ser espiritual superior, ao invocá-lo mergulhou sua individualidade em algo maior e mais sábio que você mesmo. Automaticamente, você descortinou uma variada gama de possibilidades e de conhecimentos que percebia ainda não ter, mas que estavam adormecidos neste seu "Não Ser".



Também se abriu para sua Verdadeira Vontade, uma força contínua maior do que o universo, maravilhosa Onda Misteriosa banhando cada aspecto do seu ser e carregando-o para além do Abismo. Se assim o fez, compreendeu os mistérios deste Aeon, da divisão de um mesmo deus Hórus - Ra Hoor Khuit e Hoor-Pa-Kraat, obtendo a dupla conscientização de seu "Ser" libertando-se das amarras de uma só pele e crânio para transformar-se em toda a raça humana. Sua compreensão do ser expandíu-se para incluir todas as expressões possíveis da capacidade humana do mais sublime gênio à estupidez deliberada, do santo sacrifício à crueldade genocida, e todas as inumeráveis variações em meio a essas.



Partindo dessa compreensão da espécie humana - passado, presente e futuro - como Ser e Não-Ser, "Ego et Super Ego", pode ter alcançado outro nível de complexidade. Como os deuses, nós somos membros de uma Esfera Astral Superior, uma organização espiritual de inteligências que, por sua vez, está incluída em um organismo astral intergaláctico - e assim por diante.



A sua experiência a respeito do Não-Ego é descobrir o Nada no coração do Tudo, assim como descobrir o Nada no coração de sua identidade individual.



O Não-Ego é o estado onde já não há densidade no qual suas partes astrais e espirituais se reestruturam de novas maneiras. A primeira camada a surgir em tomo do cerne do Nada é a vontade. Já não é tão precisa para ser chamada de "sua Verdadeira Vontade", pois existe apenas uma vontade inerente no cerne da ilusão. Essa vontade é a base para a existência, a decisão do Tudo de emergir do Nada e proliferar formas variadas e abundantes.



A segunda camada transpira da primeira. Essa segunda camada é o amor, a unidade de todas as coisas em sua natureza ilusória. O amor é a singularidade que age como uma âncora sobre a existência descamada, o foco de complexidade formado pela explosão contínua de simplicidade.



A terceira camada a se formar é a Divina Inteligência que determina a forma, relacionamento, qualidades e comportamento do Tudo e seus detalhes. E essa Inteligência que molda o Modelo Universal de Consciência em tudo. É o fator existencial que aumenta a complexidade e conexões, autor das constantes matemáticas, da geometria, física e química, que opera na evolução e decadências, que encoraja a diversidade.



Ao redor dessas camadas, os níveis de densidade se reformulam em sua rede progressiva, e então o todo de seu ser físico reconstituído desliza para dentro de seu corpo físico e se encaixa no lugar, onde você caminha para o entendimento.



Neste estado elevado de consciência muito pouco conhecido pela mentalidade profana, presa as amarras do ego inferior, você passa a ter uma visão radicalmente diferente da vida e da realidade, encarando o sofrimento e as lutas e disputas humanas como conseqüências da Ignorância. Seus níveis mais densos ainda estão presos à dor e à perda, mas sua nova compreensão sobre sua vida física e sua natureza ilusória permite que você conviva com isso sem desespero e desesperança.



Por meio de sua jornada de iniciação pelos diversos níveis, surge um profundo amor (ágape) pelos indivíduos que desconhecem a verdadeira natureza da realidade. A única ação conscienciosa é auxiliar seus semelhantes iludidos a encontrar libertação.



Obviamente, isso não irá acontecer se você ficar sentado sob uma redoma, de modo benevolente, espalhando conhecimento aos que o procuram. Muito pelo contrário, você irá trabalhar para ajudar as pessoas a entrar em forma e ficarem prontas a receber iluminação quando esta as tocar. Isso significa alimentar os famintos, e ensiná-los a buscar seus alimentos; abrigar os desabrigados, e ensiná-los a construir o seu teto; proteger os fracos da violência, e ensiná-los a se defender.



Pois fazendo assim trabalhará em consonância com as Leis Universais, fazendo com que seu Ego Superior, ainda adormecido, acorde para filosofias e práticas que revertam os danos causados pelo homem ao mundo em que ele vive, poluição, ambição, corrupção desmedida; danos mais do que evidentes causados pela EGOlatria, pelo EGOísmo, pelo EGOcentrismo todos oriundos do EGO inferior. Assim, nossos esforços consistirão em despertar o complacente, perturbar o satisfeito e abalar o presunçoso.



A barreira mais mortal e teimosa para a iniciação é pensar que você já dispõe de tudo que precisava. A persistência das religiões instituídas é, ao mesmo tempo, a maior causa e o maior efeito da estagnação espiritual da humanidade.



Muitas pessoas vêem a religião como um conjunto tradicional familiar, tribal ou nacional que serve como alicerce social e meio de estabelecer a respeitabilidade individual. Os mais devotos vêem a religião como meio de salvação ou conexão com um poder superior, um modo de suportar uma existência cheia de problemas e assegurar uma vida sem sofrimento após a morte. Doce ilusão dos sentidos! Isso, se faz necessário para que compreenda a presente condição humana. Um iniciado não prega nas portas das igrejas; uma boa pergunta aqui e ali ou uma obra de arte que cause celeuma, uma tese de argumentos sólidos e bem constituídos, é mais eficaz e abrirá os caminhos para a dúvida e esta para o aprendizado, no momento em que a pessoa perceberá que sua verdade é de fato mutável e que a mente deve sempre estar pronta para absorção de novos conhecimentos.



É um ato de amor (ágape) abrir as portas da iniciação para os confusos, os desesperados, os ignorantes, os acomodados? O Não-Ego trará a resposta e o entendimento para isto.


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