Tudo está mudando, o Brasil está mudando, o mundo também. A humanidade não está destinada ao fatalismo. Pensar diferente é uma maneira abstensiva de enxergar a realidade. Afinal, se cruzarmos os braços, também somos responsáveis pela guerra. A política não está à parte da existência humana, ela deve ser vivida e a cada um de nós cabe uma parcela de deveres e obrigações em maior ou menor grau. Esse é o caminho de quem almeja uma sociedade mais humana, à participação seja da forma que melhor lhe aprouver.
Creio que o Banco Mundial, FMI, o BID e outras formas de captação de capital estrangeiro continuam sendo os grandes vilões do subdesenvolvimento de muitos países. Exigem bem mais do que fazem, estrangulando ainda mais a economia de países sem estabilidade econômica ou política. Por outro lado, percebemos claramente que a globalização possibilitou diversos países, tais como o Brasil, deixarem o nível do subdesenvolvimento econômico. Interessante notar que países desenvolvidos sofreram bem mais, do que os países emergentes na crise mundial com a ruptura interna do seus sistemas financeiros. Não acho que os países devam se fechar ao mundo, pelo contrário. A prova disso está nos países antigos membros da Cortina de Ferro, e outros que eram diretamente dependentes da antiga URSS como foi o caso de Cuba e o leste europeu, que hoje vivem grave crise econômica, social e política. Se o capitalismo selvagem é visto como um demônio para os países pobres, o comunismo contribuiu muito pouco ou quase nada para a evolução do mundo. Talvez, um sistema socialista humano e igualitário seja a chave, dosando mais para ajudar aqueles que vivem na mais absoluta pobreza. Acho que o Oriente Médio continua sendo um barril de pólvora. Também não concordo com o papel do Lula em querer estreitar laços econômicos com Irã fornecendo urânio ou tecnologia de seu enriquecimento. Os motivos iranianos são óbvios e não me agrada ver tal tecnologia na mão de sádicos, fundamentalistas e similares. Só acho ainda mais insuportável países que não enxergam o próprio umbigo, tal como, Israel e claro, os EUA, ficar querendo ditar regras para o mundo, regras que só satisfazem seus próprios interesses.
Um leitor, por exemplo, que por meio da comunicação não fornecer à sua razão os fundamentos necessários, nunca estará na situação de defender os seus pontos de vista ante uma contradita, correspondam os mesmos mil vezes à verdade. Em cada discussão a memória o abandonará desdenhosamente. Ele não encontrará razões nem para o fortalecimento de suas afirmações, nem para a refutação das idéias do adversário. Enquanto isso acarreta, como no caso de um orador, o ridículo da própria pessoa, ainda se pode tolerar; de péssimas conseqüências é, porém, que esses indivíduos que "sabem" tudo e não são capazes de coisa alguma, sejam colocados na direção de um Estado.
Muito cedo esforcei-me por ler por aquele processo e fui, da maneira mais feliz, auxiliado pela memória e pela razão. Observadas as coisas por esse aspecto, foi-me fecundo e proveitoso, sobretudo o tempo que passo buscando o entendimento dos mistérios do universo, da natureza e do homem. A experiência da vida diária me serve de estímulo para sempre novos estudos dos mais diversos problemas. Quando eu, por fim, chegar à situação de poder fundamentar a realidade na teoria e tirar a prova da teoria na experiência, na prática, estarei em condições de evitar o excesso de apego à teoria, ou descer demais à parte da realidade.
Assim, a experiência da vida diária, serviu-me para compreensão de dois dos mais importantes problemas, além do social, tornou-se definitiva e serviu de estimulante para sólido estudo teórico. Nem nós brasileiros conseguimos entender bem nossa política. Ou muitos a bem da verdade, nem se esforçam para tal. Entretanto, acho que vale a pena mostrar a verdade. Eu lembro bem nos idos anos "80", quando Jânio Quadros deixou a prefeitura em SP, nós tínhamos nossos parques e jardins bem policiados pela guarda municipal. As ruas do centro da cidade mais limpas e livres do mercado de camelôs. Enfim, o "velho", apesar de muitos não gostarem dele, fez um excelente trabalho. De repente, vem a tal da Erundina do PT para sucedê-lo. Aí nossa pobre cidade virou o caos novamente, tudo que um fez o outro desfez em menos de quatro anos de mandato. Lembram do Mercadante, então secretário de obras da prefeitura, e hoje senador, suposto envolvido no esquema se supervalorização de obras da pista de Interlagos? Pois é, tudo acabou em pizza, como sempre, e para variar era o PT a dar as cartas.
Hoje estou longe da capital com a minha família, felizmente ou infelizmente. Felizmente porque resido numa cidade pacata do interior. Infelizmente porque sou paulistano gosto de minha cidade e sua pluridade de metrópolis, mas infelizmente com o mandato do lula, a criminalidade cresceu de 40 à 60 por cento nos centros urbanos, e isso são dados estatísticos. Agora, se nós brasileiros, não subirmos em nossa tribuna, seja aqui no nos blogs, seja em ações comunitárias, quem o fará? O Brasil é formado por imigrantes que fizeram desse país de dimensões continentais a sua casa. Não temos terremotos, furacões, vivemos na maior parte do Brasil um clima tropical, aqui tudo se planta, temos muitas riquezas naturais, coisa que bem poucos países do mundo têm. Entretanto, temos graves problemas sociais. Ora, se não brigarmos para melhorar nossa política e extirparmos a corrupção vigente, se não discutirmos por nós e por nossos filhos, quem o fará? Tomaz de Aquino, o santo, estava coberto de razão, ele disse: "Timeo hominem unius libri", ou "Temo o homem que só conhece um livro". Só que eu particularmente, temo aquele que não conhece nenhum. ;-)

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