A Polícia Federal (PF), que investigava um suposto esquema de desvio de recursos da União prendeu em flagrante o governador do estado do Amapá Pedro Paulo Dias, juntamente com carros e um milhão de reais em dinheiro. Parabéns à Polícia Federal pelo seu desempenho e trabalho. Como temos dito: Os políticos corruptos são inimigos de nossa Ordem e estamos trabalhando magicamente para sua derrocada. Muitos mais cairão ainda esse ano, e em 2011 ano que se segue haverão muitas novas prisões, onde esquemas milionários serão desbancados. Muita gente que hoje está na mídia cairá, essa é a nossa previsão.
O fato acima só demonstra que o político corrupto que perdeu a honra e o caráter não dará ouvidos a nossa doutrina, pois quem a toma a peito não quer descer a tanto. Daí não se poder esperar que os responsáveis por um esquema de corrupção caiam em si e, baseados na experiência humana, ajam de maneira diferente da de até então. Ao contrário, justamente esses afastarão de si qualquer doutrina do bem, até que o povo se acostume definitivamente à sua situação de escravo ou até que forças espirituais aflorem à superfície para tirar o poder das mãos do perverso corruptor. No primeiro caso, essas criaturas nem se sentem mal, pois, não raras vezes, recebem o cargo de feitores de escravos, cargo esse que essas naturezas desbriadas exercem geralmente da maneira mais impiedosa, com relação ao seu próprio povo, do que qualquer potência estrangeira colocada como inimiga poderia fazer.
Os acontecimentos, desde então, de membros do PT e outros, nos mostram que no Brasil a esperança de, por meio de submissão voluntária, poder conseguir melhorar, infelizmente determina, da maneira mais nefasta, a conduta política da grande massa mas a favor de interesses escusos. Eu desejaria, por isso, ressaltar o valor que empresto à grande massa, pois não consigo convencer-me de que a maneira de agir dos dirigentes de nosso povo possa ser atribuída a essa mesma loucura nefasta. Como, desde o fim da ditadura, a direção de nossos destinos é sabidamente orientada por civis bem ou mal intencionados, não se pode, na realidade, supor que exclusivamente uma noção falha tenha sido a causa de nossa desgraça, mas, ao contrário, deve se ter a convicção de que uma intenção consciente conduz nosso povo ao sofrimento. E desde que se examine, desse ponto de vista, a aparente loucura na direção da nossa política interna e externa, ela se desvenda como uma lógica extremamente requintada e fria ao serviço da idéia e da luta do capitalismo americano pela conquista do mundo.
É verdade que, observando essa questão de um ponto de vista superior, nessa penúria só se pode falar de uma única felicidade e esta é: é possível iludir o homem mas não é possível subornar o céu. Com efeito, esse não deu a sua bênção. A miséria e os cuidados, desde então, não têm cessado de ser os fiéis companheiros do nosso povo, nossos únicos aliados inseparáveis. Desde que não sabemos mais prezar a honra. vemo-nos obrigados, pelo menos, a dar o devido valor à liberdade na conquista do pão. O povo brasileiro já aprendeu a gritar pelo pão; ainda fará preces um dia. porém, pela liberdade.
Por mais amarga e patente que tenha sido a derrocada do nosso povo, nos anos que seguiram ao fim da ditadura militar, por mais encarniçada e violenta que ela fosse, precisamente. Neste tempo, a perseguição de todo aquele que ousasse profetizar o acontecimento que efetivamente se realizou mais tarde. A direção do povo é tão deplorável como grande é a sua presunção, especialmente quando se tratava de pôr de lado aqueles que enxergavam o perigo e por isso parecem importunos e antipáticos. Então, e ainda hoje, podem-se ver os maiores imbecis parlamentares, verdadeiros fabricantes de arreios, (aliás o fato da profissão não teria a menor importância) elevar-se subitamente ao pedestal de homens de Estado, para, lá de cima, atacar os pequenos mortais da massa e do povo. Não importa absolutamente que semelhante "homem de estado", talvez já no meio de sua atividade, fosse desmascarado como o maior mistificador, "aureolado" pelo escárnio e o desprezo de todo o resto do povo brasileiro, não sabendo para onde se virar, dando assim a prova infalível de sua completa incapacidade! Não, isso não tem a mínima importância. Ao contrário: quanto mais esses estadistas parlamentares carecem de verdadeira eficiência no serviço dessa República, tanto maior é a fúria com a qual perseguem aqueles que esperam deles realizações, que se atrevem a constatar a paralisação de sua atividade e profetizam seu fracasso no futuro. Se, porém, se chega a pegar um tal honrado parlamentar, de modo que não possa o estadista de fancaria negar o desastre de toda a sua atividade e a falência dos seus resultados, então, acha ele mil e um pretextos de desculpas para os seus fracassos, recusando-se a confessar a verdade de ser ele a causa única de todo o mal.

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