Política Nacional e Internacional

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domingo, 1 de agosto de 2010

Pedra e Vidraça

Lembro com grande clareza o ódio exacerbado dos militares pelo sindicalista Luís Inácio da Silva – o Lula. Explico: Fui militar da Polícia do Exército nos idos anos de 1983 e 1984. Época caracterizada pelo final da ditadura militar e pelo governo brando do então Presidente Figueiredo. Sim, foi uma época difícil, a cidade de São Paulo e o resto do país viviam intensas greves assomadas aos famosos quebra-quebras, um desrespeito total a lei e a ordem. E a cada desordem promovida pelos sindicalistas da época e indiretamente pelos partidos políticos esquerdistas ficávamos de prontidão, leia-se "presos no quartel", esperando o momento do comando do IIº Exército para sairmos às ruas e contermos os manifestantes. Recebíamos treinamento e técnicas de C.D.C. ou Controle de Distúrbios Civis. O que de fato acontecia é que o Batalhão da PE não era equipado para simplesmente conter manifestantes. Não tínhamos balas de borracha, escudos blindados ou canhões de água que ajudam muito nesses conflitos. Se saíssemos às ruas, e nos fosse dada a ordem para atirar, teríamos baixas de inúmeros infelizes que participavam do “quebra-quebra” apenas por farra, sem que ao menos eles tivessem uma idéia clara da situação. Claro que o exército sabia disso, e evitaria esse comando até a última instância. Mas, o ponto que quero chegar é que o senhor Lula era pedra, afinal era o principal promotor desses eventos, e com o tempo se tornou vidraça. Sim, o presidente se tornou mundialmente “pop”, e suas gafes sempre foram perdoadas pelos mais cultos, como alguém que não tinha muita instrução. Mas, esse senhor que vemos hoje, não passa nem perto do antigo sindicalista Lula. Ele se tornou refinado, capitalista, basta analisar seus atos para constatar essa verdade. Ele deu continuidade ao governo de Fernando Henrique Cardoso, que por processo natural acreditamos que também chegaria aos mesmos resultados que o Governo Lula chegou. Nem a corrupção partidária derrubou o presidente “pop”. Lógico, ele afirmou que não fazia parte e não tinha ciência de absolutamente nada referente aos atos de seus "companheiros". A Justiça assim acatou e decidiu a favor do presidente. Sem mais comentários quanto a isso, cada um acredite no que quiser. Agora teremos possivelmente a senhora Dilma na sucessão de Lula, simplesmente porque cremos faltar o brilhantismo político a José Serra, que por sua vez Lula durante tantos anos aprendeu a cultivar. Nada temos contra a figura feminina como signatária suprema da nação. Mas, mesmo com a campanha “ficha limpa” parece que a justiça é novamente indiferente e faz vistas grossas ao passado dessa senhora. Dizem que ela foi injustiçada, torturada pela ditadura militar. Será que isso é desculpa para ter recebido graves acusações, tais como, lesar, roubar, subtrair o que não lhe pertence? Não seriam esses fatos relevantes e importantes? Poderíamos até tolerar uma ex-guerrilheira no poder, mas o que poderemos esperar de alguém com esse passado?

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