Política Nacional e Internacional

Todo o conteúdo desse Blog será voltado para o cenário político e social brasileiro e as repercussões da política mundial com relação ao Brasil. Não pouparemos críticas, comentários, análises e toda informação que nos chegar por dentro e por fora dos bastidores políticos nacionais. Não pouparemos os políticos corruptos que por nós são considerados invariavelmente como inimigos e traidores da Nação Brasileira. Enalteceremos o trabalho abnegado, patriótico e social que deve ser sempre homenageado.
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

UMA AULA DE MORAL E CÍVICA


por Frater Parsifal

"Ser intensamente patriótico é, primeiro, valorizar em nós o indivíduo que somos, e fazer o possível para que se valorizem os nossos compatriotas, para que assim a Nação — que é a soma viva dos indivíduos que a compõem, e não o amontoamento de pedras e areia que compõem o seu território, ou a coleção de palavras separadas ou ligadas de que se forma o seu léxico ou a sua gramática — possa orgulhar-se de nós, que, porque ela nos criou, somos seus filhos; e seus pais, porque a vamos criando."
FERNANDO PESSOA


Ser cidadão de um país livre, principalmente um que se gaba de ser capitalista, consiste em ser o patrão de todos aqueles que são pagos pelo seu trabalho com o dinheiro dos impostos do país. Isto inclui todos os tipos de funcionários públicos: soldados, policiais, servidores civis. Inclui desde o mais humilde limpador de ruas até o presidente da república.
Sua atitude, portanto, para com toda essa gente — desde que estejam cumprindo suas funções empregatícias — deve ser a de um chefe para com os assalariados.
É errado respeitar o presidente da república como figura de autoridade pública: é o presidente quem tem que respeitar você. No exercício de suas funções, ele é seu empregado.
O exército é seu empregado. Está contratado para defender a segurança de você, não para atacá-la.
A polícia é sua empregada. Está sendo paga para manter a sua paz de espírito e defender a sua privacidade, não para invadi-las.
Qualquer funcionário público é seu empregado. Está sendo pago com o seu dinheiro para servir escrupulosamente e de boa cara aos seus interesses.
Compreender este fato, e agir de acordo com ele, é essencial ao funcionamento de uma verdadeira democracia, principalmente uma democracia que se diz capitalista.
Não pense que vai ser fácil agir assim. Devido ao condicionamento psicológico das religiões opressoras, a atitude desses empregados para com você tende a ser justamente a oposta.
Ao adotar uma atitude de cidadão de um país livre, você incorrerá no ódio e no desrespeito dos maus soldados, maus policiais, maus funcionários e maus presidentes. No entanto, você deve insistir! Não se encolerize nem se impaciente; mas insista, com tranqüilidade e firmeza, em seus direitos. A Ordem pretende auxiliará você em todos os planos em que você tem consciência e volição.
Considere que maus soldados e maus policiais são conseqüências, e não causas. Da mesma forma, maus presidentes. Toda nação tem sempre o governo que merece. As tendências à desonestidade e à desordem existem sempre onde as leis que regulam a vida em sociedade são más.
Quando é que uma lei é má? Primeiro, quando ofende algum aspecto fundamental da natureza humana; segundo, quando é uma lei que não pode ser posta em prática.
O resultado dessa atitude foi a propagandização forçada de um grande número de falsidades que envenenam ainda a vida emocional da sociedade brasileira e enfraquecem o caráter e a saúde dos cidadãos.
Uma coisa que todo cidadão de um país livre necessita acima de tudo compreender é que ele é o dono do país. Presidentes, funcionários públicos, policiais (toda essa gente, aliás, pode ser englobada sob a definição de funcionários públicos, e portanto, como já dissemos, empregados dos cidadãos) ou quaisquer outras "autoridades" — não são, realmente, autoridades. A autoridade em seu conjunto são os cidadãos, de quem toda essa gente não é mais do que os representantes; e freqüentemente maus representantes.
É o país que tem obrigação para com os cidadãos. Portanto, se as leis do país infringem as legítimas liberdades dos cidadãos, essas leis que devem ser mudadas, e não os cidadãos que devem ser punidos!
Cada cidadão deve se considerar, a qualquer momento, como mentor da nação. Não é o governo que tem o direito de se sentir paternal — ou maternal — para com os cidadãos de um país: são os cidadãos que têm o direito de se sentirem donas e donos, patroas e patrões do governo.
O cidadão normal tem absoluto direito, se assim quiser, de se defender de um ladrão ou um assassino. Já o policial não é um cidadão normal: em virtude de sua peculiar posição como empregado do conjunto dos cidadãos, ele deve considerar a vida de qualquer pessoa como sagrada enquanto essa pessoa não tiver sido despida de seus direitos por um tribunal de seus concidadãos: e deve sacrificar sua própria vida, se necessário for, para preservar a vida mesmo de um suspeito enquanto esse suspeito não tiver sido condenado pela sociedade de que faz parte, e da qual o policial é apenas um representante por contrato de salário. Em se tratando dos seus concidadãos, portanto, o dever do policial — ou do soldado — no exercício de suas funções empregatícias é morrer, se for preciso; matar, nunca.
Na nossa concepção de moral e cívica, portanto, é absolutamente necessário que os cidadãos parem de se deixar impressionar ou intimidar por políticos, militares, funcionários, policiais, ou outros representantes da "autoridade". Não somos nós quem tem obrigação de respeitar toda essa gente: é essa gente, nossa empregada, quem tem obrigação de nos respeitar.
Por este motivo, é necessário proibir que organismos governamentais falsifiquem a história nacional para perverter, através de métodos de propaganda, o equilíbrio emocional de seus patrões presentes — os cidadãos — e dos seus patrões futuros — as filhas e filhos dos cidadãos. A "pátria" não deve jamais ser apresentada como uma abstração filosófica ou ética, e sim como a realidade sócio-econômica que é com raízes num passado invariavelmente escabroso. Consideraríamos a maior tolice da parte do paciente de um psicanalista que ele tentasse se enganar a si próprio quanto à origem dos seus recalques e complexos: sabemos, aliás, que a função do psicanalista é precisamente impedir que seu cliente minta a si próprio sobre as suas motivações. No entanto permitimos que, no estudo da "história pátria", os letrados que nos engambelam varram o lixo de que somos feitos para debaixo do tapete dos nossos preconceitos, como empregadas desmazeladas ao arrumarem a casa! Como poderemos estar cônscios de nossas legítimas aspirações nacionais se não tivermos uma noção ampla e objetiva das raízes da nossa cultura, por mais escusas que essas sejam? Envergonhamo-nos do passado? Essa é a sina de todo ser humano que aspira ao progresso e à evolução moral e cívica, e não é escondendo de nós mesmos as nossas mazelas históricas que nos impediremos de repeti-las!
Portanto, devemos repudiar com a maior indignação quaisquer tentativas de nos apresentarem a nossa história pátria "expurgada" de crimes, desvarios ou falsas ambições: devemos exigir que nossas filhas e nossos filhos aprendam os erros dos seus ancestrais, e os motivos desses erros. Como bem disse um sábio, aqueles que não se lembram claramente dos erros do passado estão condenados a repetir esses erros no futuro.
Antes de terminarmos este breve tratado, devemos mencionar o assunto da punição de crimes contra a nação. Quando um cidadão mata outro, isto é um assunto particular entre dois indivíduos, que só merece a atenção da comunidade em termos de profilaxia ou compensação econômica. Colocar um assassino na cadeia é um duplo desperdício: o assassino já subtraiu um cidadão do esforço comunitário; como se isto não bastasse, a comunidade subtrai outro cidadão (o assassino) deste esforço, e paga a sua manutenção com o tesouro público, desta forma onerando a todos por causa do erro de um. Assassinos deveriam ser forçados a trabalhar mais, não serem subtraídos do trabalho; e deveriam ser responsabilizados pelos dependentes daqueles por eles eliminados da corrente social. Caso sejam incapazes de assim fazer, deveriam ser conservados sob observação, porém em atividade; e caso reincidissem em seu crime, assim onerando ainda mais o bem estar comum, deveriam então ser eliminados permanentemente, como perturbadores que são da ordem pública.
Mas o assassino, como já dissemos, causa dano a um indivíduo, não à nação; o empregado público, porém, que aceita suborno ou subtrai dinheiro do erário, está causando dano à comunidade inteira. O político desonesto ou o funcionário público corrupto são muito mais prejudiciais à "pátria" do que um assaltante, um assassino, ou um gatuno. O político corrupto lesa a nação inteira e seu crime deveria ser considerado como hediondo. É devido à venalidade de tais empregados desonestos que viadutos ruem dias após serem inaugurados, matando centenas de empregadores; edifícios começam a cair aos pedaços com apenas seis meses de uso; florestas e rios são dizimados pela cobiça cega de interesses escusos, causando incalculáveis prejuízos à ecologia do futuro; e — por último, mas o mais importante! — a atitude de que o governo é patrão do povo, em vez de precisamente ao contrário, é encorajada e mantida através dos séculos.
Quando um rei persa tencionou invadir a Grécia, ele mandou seus engenheiros construírem uma ponte, a qual ruiu com a primeira tempestade. O rei mandou executar os engenheiros; a ponte construída pela leva seguinte resistiu à passagem de todo o seu exército. Aqueles que se lembram dos acertos do passado estão capacitados para repetirem esses acertos, tanto no presente quanto no futuro.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

República dos Marajás


Antes de fazermos nossa análise sobre o assunto, vamos iniciar uma compilação de dados estatísticos dos custos salariais e operacionais de cada parlamentar do Brasil, dados citados pelo jornal "bom dia Brasil" da rede Globo de Televisão:

Saem anualmente dos cofres da União, indiretamente do bolso de todos nós brasileiros:

- R$ 11.545,00 por minuto trabalhado pelos parlamentares brasileiros
- R$ 33 milhões de reais anuais para cada senador.
- R$ 6,6 milhões de reais anuais para cada deputado federal.
- Ou seja gastamos uma média 10,2 milhões por ano para cada parlamentar.

Apresentamos a seguinte comparação:
- Na Itália cada parlamentar custa em média 3,9 milhões de reais.
- Na França cada parlamentar custa 2,8 milhões reais.
- Na Espanha cada parlamentar custa 850 mil reais.
- No nosso vizinho a Argentina apenas 1,35 milhões de reais.

O mal exemplo visto acima é replicado também nas esferas estaduais e municipais:
- Os vereadores nas grandes capitais como São Paulo e Rio custam em torno de 5 milhões de reais.
- Jás os deputados estaduais custam em torno de 10 milhões reais.

Eu não vou tecer comentários sobre o óbvio que esse abuso representa para todos nós. E o pior, é bastante provável que algum parlamentar ache tais custos abusivos, mas para que este pudesse mudar algo, necessitaria criar um projeto de lei muito bem elaborado e fundamentando, editando esses valores abusivos para valores mais aceitáveis e depois submetê-los a votação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Se o projeto obter dois terços favoráveis em votação, ele é submetido ao Poder Executivo, no caso o Presidente da República, que por sua vez sanciona ou veta o mesmo.
Outrossim, o Presidente poderia fazer vigorar uma medida provisória por até 120 dias reduzindo esses valores, mas que invariavelmente findo esse prazo ele necessitará igualmente da aprovação da Câmara e do Senado em iguais dois terços para que esse projeto se tornasse lei.
E por que ele não faz? Simplesmente porque estaria mexendo onde dói mais, ou seja, no bolso dos parlamentares perdendo eventualmente o apoio dos mesmos em outras esferas de ação não menos importantes que a contenção de gastos governamentais. Poderosos jogos de interesses entram em pauta, mas é claro, que isso não é da alçada dos cidadãos que deveriam ser informados sobre tudo.
Os cidadãos brasileiros poderiam por sua vez criar um projeto de lei, mas para que ele tivesse tramitação na Câmara e no Senado, precisaria ter 1,35 milhões de assinaturas, equivalentes a um por cento da massa votante.
Já as ONG´s e demais associações sem fins lucrativos, sindicatos e até mesmo nossa Ordem, poderia ter projetos de leis com um número mínimo de assinaturas para tramitar no Congresso Nacional. Mas, para isso precisaríamos ser representativos, precisaríamos ser unidos em ideais, necessitaríamos ter um maior número de parlamentares ativos egrossando as fileiras da Centúria Dourada. As portas da nossa Sagrada Ordem estão abertas para aqueles que buscam a Sabedoria do Grande Portador da Luz e do Conhecimento e tem à coragem e à Verdadeira Vontade de lutar como irmãos pela dignidade e pela justiça.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Nada mudou novamente...


Estão terminando dois longos e cansativos mandatos do PT Lulista, e a realidade nua e crua é: "Nada mudou novamente." Educação sucateada,sem verbas para que os governos estaduais e prefeituras possam construir novas escolas, investir em esportes ou cursos de formação semi-profissionalizantes com o fito de manterem às crianças longe das ruas. Convém lembrar aqui que o índice de criminalidade nas grandes cidades aumentou gradativamente em seus dois mandatos, cerca de 40 à 60%. É a guerra urbana, e só quem mora em médias e grandes cidades sabe o que estou querendo dizer. E o governo ainda fez questão de desarmar o cidadão, deixou-o a mercê dos criminosos e nem sequer pensou em ajudar convenientemente os governos estaduais para investirem num policiamento ostensivo melhor capacitado, remunerado e armado. Um policial que deveria orgulhar-se de ostentar uma farda, se mora nas favelas ou no subúrbio, precisa esconder sua profissão com medo de represálias para si próprio ou para sua família. Detalhe, o governo está distribuindo dinheiro para países do continente africano, para o Haiti, para Cuba, etc. Dinheiro à fundo perdido, sem volta, sem retorno conveniente, como se fôssemos um país estável, culto e desenvolvido. A troco de que, eu pergunto? Fazer bonito com o nosso dinheiro? Quem lhe autorizou a fazer isso Lula? Ah! Claro, muita nobreza do senhor Lula preocupar-se com o boicote contra os iranianos, realmente demonstra uma grande nobreza de caráter. Gosta de meter o bedelho onde não é chamado, já que nós não temos nenhum grande vínculo comercial com este país, algo que realmente seja digno de nota. Não creio que devamos nos submeter a política do xerife americano, mas temos coisas muito mais importantes para serem tratadas aqui e agora. Sim, enquanto isso, as verbas para a saúde passaram longe, não houveram investimentos para a construção de novos postos de saúde, hospitais e a situação continua deficitária e precária, tanto no que tange a qualidade de atendimento, como da reciclagem de material humano mais especializado. Faltam remédios e faltam verbas,ou seja, a situação vai de mal para pior. Para quem gosta de pensar em estatização, isso é realmente uma grande controvérsia. Portos e estradas federais sucateadas, convido à todos para pegarem seus carros e passearem pelas BR´s do Brasil, vão se sentir na esfera lunar, cheia de enormes crateras. Acho que poderíamos fazer uma grande lista de problemas sociais, econômicos e estruturais que continuam de mal à pior. Senhor presidente, será que o senhor não consegue ver nada além do alcance de sua vista. Só temos uma coisa a lhe dizer senhor Lula da Silva o senhor foi um péssimo presidente e teve duas chances, portanto, já vai tarde!

domingo, 1 de agosto de 2010

Pedra e Vidraça

Lembro com grande clareza o ódio exacerbado dos militares pelo sindicalista Luís Inácio da Silva – o Lula. Explico: Fui militar da Polícia do Exército nos idos anos de 1983 e 1984. Época caracterizada pelo final da ditadura militar e pelo governo brando do então Presidente Figueiredo. Sim, foi uma época difícil, a cidade de São Paulo e o resto do país viviam intensas greves assomadas aos famosos quebra-quebras, um desrespeito total a lei e a ordem. E a cada desordem promovida pelos sindicalistas da época e indiretamente pelos partidos políticos esquerdistas ficávamos de prontidão, leia-se "presos no quartel", esperando o momento do comando do IIº Exército para sairmos às ruas e contermos os manifestantes. Recebíamos treinamento e técnicas de C.D.C. ou Controle de Distúrbios Civis. O que de fato acontecia é que o Batalhão da PE não era equipado para simplesmente conter manifestantes. Não tínhamos balas de borracha, escudos blindados ou canhões de água que ajudam muito nesses conflitos. Se saíssemos às ruas, e nos fosse dada a ordem para atirar, teríamos baixas de inúmeros infelizes que participavam do “quebra-quebra” apenas por farra, sem que ao menos eles tivessem uma idéia clara da situação. Claro que o exército sabia disso, e evitaria esse comando até a última instância. Mas, o ponto que quero chegar é que o senhor Lula era pedra, afinal era o principal promotor desses eventos, e com o tempo se tornou vidraça. Sim, o presidente se tornou mundialmente “pop”, e suas gafes sempre foram perdoadas pelos mais cultos, como alguém que não tinha muita instrução. Mas, esse senhor que vemos hoje, não passa nem perto do antigo sindicalista Lula. Ele se tornou refinado, capitalista, basta analisar seus atos para constatar essa verdade. Ele deu continuidade ao governo de Fernando Henrique Cardoso, que por processo natural acreditamos que também chegaria aos mesmos resultados que o Governo Lula chegou. Nem a corrupção partidária derrubou o presidente “pop”. Lógico, ele afirmou que não fazia parte e não tinha ciência de absolutamente nada referente aos atos de seus "companheiros". A Justiça assim acatou e decidiu a favor do presidente. Sem mais comentários quanto a isso, cada um acredite no que quiser. Agora teremos possivelmente a senhora Dilma na sucessão de Lula, simplesmente porque cremos faltar o brilhantismo político a José Serra, que por sua vez Lula durante tantos anos aprendeu a cultivar. Nada temos contra a figura feminina como signatária suprema da nação. Mas, mesmo com a campanha “ficha limpa” parece que a justiça é novamente indiferente e faz vistas grossas ao passado dessa senhora. Dizem que ela foi injustiçada, torturada pela ditadura militar. Será que isso é desculpa para ter recebido graves acusações, tais como, lesar, roubar, subtrair o que não lhe pertence? Não seriam esses fatos relevantes e importantes? Poderíamos até tolerar uma ex-guerrilheira no poder, mas o que poderemos esperar de alguém com esse passado?