O Estado corrupto perdeu seu poder, sua legitimidade. O problema do político corrupto é a falta de controle sobre as suas faculdades intelectuais, tais indivíduos utilizam o intelecto apenas como instrumento da vontade de seus egos inferiores, gananciosos e mesquinhos, e sua falta de dinamismo político é tão grande que o intelecto se torna confuso ou dispersivo, é a pseudo-inteligência suficientemente bem empregada para locupletarem-se do erário nacional, afinal os corruptos estão cônscios de sua mediocridade política, e assim manipulam ansiosamente o seu baixo-intelecto para justificarem sua própria existência.
Os nossos tiranos não nos tiranizam conscientemente. Eles são tão estúpidos quanto nós que os avalizamos. O processo é inteiramente mecânico. É a inevitabilidade histórica de uma sociedade psicologicamente organizada em termos da síndrome emocional dos velhos tempos de colônia, com o peso pela independência do Brasil covardemente pago em ouro.
Ajudemo-nos a nós mesmos. Pois, como diz a vontade inconsciente coletiva através da voz da sabedoria popular: "Ajuda-te, que os céus te ajudarão." E neste caso “Vox populi, Vox Dei!”
A consciência social de um cidadão politicamente saudável deve ser nada mais nada menos do que um prolongamento do seu instinto natural de auto-preservação. Em outras palavras, a sua moral deverá ser expressão de um ego superior e de uma atitude inteligente e o dever de reagir, depondo o político corrupto, para garantir a nossa liberdade, tal como, um organismo sadio trabalha para expurgar do corpo, micróbios, vermes e bactérias letais ao nosso equilíbrio salutar, assim como em nossa sociedade, da qual somos uma célula que tem o dever de exigir de si mesmo, um esforço para uma causa maior. Senão, eu pergunto, para que viver em sociedade? Qual a moral que pode ser imposta por um Estado cujos dirigentes demonstram ser levianos e corruptos?
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